Apresentação

Carbono & silício

Inteligência artificial ciborgues impressora 3D

engenharia genética clonagem órgãos artificiais

aquecimento global: faz tempo que a ficção futurista

virou também realidade científica

Miguel Nicolelis e a interface cérebro-computador

são assunto de publicações científicas

não apenas de contos e romances

Softwares escrevendo poemas e sonatas

são assunto de publicações científicas

não apenas de filmes e seriados

O metamaterial o grafeno o carro sem motorista

a casa automatizada a primeira expedição a Marte

as nano-sondas robóticas de Yuri Milner

o upload mental de Dmitry Itskov

a Fundação Ciborgue de Neil Harbisson e Moon Ribas

o embrião artificial criado pelos pesquisadores

da Universidade de Cambridge

tudo isso é assunto de publicações científicas

não apenas de mangás e animês

O início do amanhã é agora

O futuro já começou e os poemas aqui reunidos

tratam das maravilhas e tragédias que estão

nos envolvendo nos abraçando cada vez mais forte

Poemas que podem ser lidos como se fossem um só

Uma odisseia coletiva

 

Ilustração : Teo Adorno

 

 

Sangue & titânio

Duzentos anos atrás não existia o telefone

a fotografia o rádio o cinema a tevê

Hoje brincamos de construir realidades virtuais

Daqui a duzentos anos o que haverá?

Duzentos anos atrás não havia a anestesia geral

a lâmpada o elevador elétrico o automóvel o avião

o foguete o satélite a estação orbital

Hoje fazemos planos para colonizar Marte

Daqui a duzentos anos o que haverá?

Duzentos anos atrás não sabíamos

da existência dos micróbios

Não existia o antibiótico o transplante de órgãos

Não sabíamos da existência de outras galáxias

e a pequena Via Láctea era todo o universo conhecido

Hoje observamos o infinito e aceleramos partículas

pra saber de que é feito o universo

Daqui a duzentos anos o que haverá?

O início do amanhã é agora

O futuro já começou e os poemas aqui reunidos

tratam das maravilhas e tragédias que estão

nos envolvendo nos abraçando cada vez mais forte

Poemas que podem ser lidos como se fossem um só

Uma odisseia coletiva

Ilustração : Teo Adorno